Proporção de crianças nascidas de mães com mais de 35 anos dobra em uma década
Nesta faixa etária, a taxa de sucesso para a gravidez reduz. Por isso é preciso preservar a fertilidade da mulher
Por Dr. Vinícius de Oliveira
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgados hoje, 4 de dezembro, mostram que, em dez anos, a proporção dos nascimentos ocorridos e registrados de mães com idade superior a 35 anos dobrou (de 5,48% em 2008 para 10,94% em 2018) em Goiás. Na mesma análise, é possível verificar também o aumento da proporção em mães entre 30 e 35 anos (14,16% – 20,5%). Em contrapartida, houve diminuição na proporção de nascimentos de crianças cujas mães tinham menos de 30 anos.
Os números vêm de encontro à realidade das mulheres modernas. Porém, é preciso alertar que a taxa de sucesso para a gravidez reduz a partir dos 35 anos. Por isso, a mulher que deseja tornar-se mãe após esta idade, principalmente depois dos 40 anos, deve procurar um especialista que possa a orientar sobre a preservação de sua fertilidade.
Lembrando que preservar a fertilidade significa dar a possibilidade à mulher de congelar e preservar seus óvulos para que ela possa, no futuro, ter uma gestação por meio de Reprodução Assistida. As técnicas estão cada vez mais modernas e seguras. Hoje, é possível, por meio da criopreservação, congelar óvulos antes dos 35 anos, quando eles estarão com maior qualidade e quantidade, aumentando a possibilidade de sucesso na gravidez por meio da Reprodução Assistida.